domingo, 20 de maio de 2012

Poema do amigo Felipe Sabadini.

Um desdizente bem modesto se expressa com um gesto:
palavreia as palavras censuradas pela dor
e pela pressa de um rei apaixonado, vagabundo
e que não presta.

Palavras com clamor de oprimido a um Deus aborrecido
consternado com feridas, que faz do inferno um ter sorte:
trocar a vida após morte
pela vida não vivida.

A solução inaudita, confusão e esperança, 
a busca pela paz de uma
noite em bonança,
Ao silêncio loquaz, barulho da brisa, branco das cinzas, 
do corpo que jaz da velha criança.

Final sublime, terá dito rei, que dispensa a vida por querer o perdão, 
que espera a morte por 
amor à ilusão: 
encontrará do outro lado seres bem dotados
que pegarão o cu de vocês abrirão outra
vez para mesclar com piroca. 

Mistura que outrora não poderia se fará neste dia:
fé com putaria,religião com alegria. 
Quanto a nós, pobres mortais, o fim que nos resta
é viver não depressa
esperando este dia.


- Felipe Sabadini.

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