Às vezes sentimos coisas das quais não
sabemos a origem. É um sentimento de curiosidade crescente. Tantas perguntas,
poucas respostas. Perguntas sobre tudo, sobre a vida, sobre a morte, sobre o
mundo, sobre o nada. Perguntas de mim, sobre mim. São tão poucas as que sei
responder que, confesso isso me deixa frustrada. No meio da frustração algumas
coisas boas acontecem. Fico sobressalta com tudo, meus sentidos se aguçam e,
tudo a minha volta é visto de maneira diferente. Em busca de respostas vou
seguindo meu caminho. Tentações aparecem. Se vão. Dificuldades vêm. Morrem com
o desejo ardente de seguir.
É surpreendente como as coisas acontecem.
Pequenos problemas viram catástrofes. Catástrofes viram incidentes em um
cotidiano. Loucuras à parte, o álcool vem abusar do meu ser e, eu não o
reprimo. Venha a mim doce e amargo etílico, paradoxo da alma e inconstância no
sangue!
No meio de uma embriagues alcoólica ou não,
tantas coisas correm por meus pensamentos que é difícil acompanhar a velocidade
de tudo o que se passa em minha volta. Os ônibus correm pela pista. As pessoas
conversam sobressaltadas por assuntos desconhecidos. A cerveja vai acabando.
Garçom traga mais uma, ou três.
Amanhã o gosto amargo do meu copo acordará em
minha boca. Com ele as lembranças virão e constatar-se há que mais um dia se
foi e com ela mais uma série de perguntas surgiu e de nada adiantou. Sempre
assim, dias pensantes noites etílicas e a vida seguindo em frente.
Raiane.R.Reinell

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