segunda-feira, 22 de abril de 2013

As confissões do Eu.


Eu queria mesmo era chorar. Mas um choro
sem compromisso, bem quietinho. Não me interessa o que
não tenho, nem o que tenho. Por isso choro.
Choro paciente:
primeiro uma lágrima verte, toda lânguida;
seguem-se outras.
E, então, acabo me animando
com o meu tímido pranto.

Desfaço o pranto pra poder pensar na vida.
Encontro dois caminhos no meu pensamento recôndito:
o que tenho e o que não tenho.

Bem pragmático, vou pensando na amada.
Olha como são lindos os
cabelos, que de leve oscilam recobrem os seios.
Em seguida me desconforto;
A amada vai se desvanecendo
aos poucos.

Noto uma ausência em mim.
Penso logo o que tenho-
amigos, casa, carro, família et cetera-
e não sendo pragmático, deixo isso de lado.

Não posso, não quero e nem devo pensar.
Uma lágrima molha o rosto, bem
tímida;
Vou deixar o meu pensar de lado
pra ver se me animo
pranteando.

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